Avanço na exportação de gado vivo do Brasil de mais de 5% em relação a 2024 consolida o país como fornecedor estratégico de animais vivos, com forte demanda do Norte da África e Oriente Médio e protagonismo logístico do Pará.
O mercado brasileiro de exportações de gado vivo encerrou 2025 com um desempenho inédito. O país superou a marca de 1,05 milhão de bovinos vivos embarcados ao exterior, estabelecendo um novo recorde histórico para o segmento.
O volume representa um crescimento de 5,53% em comparação com 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Agrifatto .
O resultado reforça a consolidação do Brasil como um dos principais fornecedores globais de animais “em pé”, apoiado em competitividade produtiva, escala de rebanho, regularidade de oferta e eficiência logística, fatores que têm ampliado a relevância estratégica desse tipo de comércio dentro do portfólio exportador da pecuária nacional.
Crescimento consistente e papel estratégico do gado em pé
Embora o envio de animais vivos ainda represente uma parcela menor frente ao volume total de abates domésticos, a trajetória do segmento é descrita como consistente. Analistas destacam que a exportação de gado vivo diversifica canais de escoamento da produção, fortalece a renda do produtor e amplia a presença brasileira em mercados com exigências culturais e religiosas específicas, como o abate halal.
Esse movimento também indica um equilíbrio entre mercado interno e exportação, sem impactos negativos no abastecimento doméstico, ao mesmo tempo em que cria oportunidades adicionais para regiões com vocação logística e disponibilidade de animais jovens e padronizados.
Pará lidera embarques e concentra mais da metade do volume exportado A liderança regional permanece fortemente concentrada no Pará, responsável por 54,96% de todo o gado vivo exportado pelo Brasil em 2025. O estado se consolidou como principal polo embarcador graças à proximidade com rotas marítimas internacionais, estrutura portuária adaptada e elevada oferta de animais .
Na sequência aparece o Rio Grande do Sul, com 23,96% de participação, enquanto outros estados respondem por fatias menores, porém crescentes. A configuração reforça a importância estratégica das regiões Norte e Sul na logística das exportações de animais vivos.
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