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Tio de Suzane von Richthofen é enterrado com só uma pessoa presente em meio à disputa por herança

Reprodução/Record TV; Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo - 12.11.2025

O enterro do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, foi marcado por ausência de familiares e aconteceu com a presença de apenas uma pessoa.

A cerimônia, discreta e carregada de tensão, aconteceu na última terça-feira (13), em Pirassununga, cidade de origem da família, e escancarou o isolamento em que Miguel vivia nos últimos anos.

Quem acompanhou o sepultamento foi a prima de primeiro grau do médico, Silvia Magnani, que manteve um relacionamento com ele por cerca de 14 anos e ficou responsável por liberar o corpo e providenciar o funeral.

“Só estava eu no cemitério”, revelou Silvia ao jornalista Ullisses Campbell, autor de livros biográficos sobre Suzane.

O enterro foi simples e não atendeu ao desejo de Miguel, que queria ser enterrado ao lado da mãe e dos avós.

A morte do médico já deu início a uma disputa judicial milionária, envolvendo Suzane, condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, e Silvia.

O patrimônio deixado por Miguel é estimado em R$ 5 milhões, e a briga começou antes mesmo do enterro, quando ambas tentaram liberar o corpo na delegacia e no IML (Instituto Médico Legal). Silvia conseguiu autorização primeiro.

Até agora, apenas as duas se apresentaram como interessadas diretas na herança. Sem testamento, a lei prevê que os bens fiquem com os sobrinhos, o que colocaria Suzane e Andreas von Richthofen como herdeiros. Silvia afirmou que tentou localizar Andreas, mas não conseguiu.

Miguel foi encontrado morto dentro da própria casa, no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo, na madrugada de sábado (10), sentado em uma poltrona no quarto. O corpo já estava em avançado estado de decomposição.

Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e aguarda os laudos periciais, embora a principal hipótese seja ataque cardíaco fulminante.

E como se o clima já não estivesse pesado, na mesma madrugada da morte, o portão da casa amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”

A disputa, inclusive, também se estende ao imóvel onde o médico morava. Silvia e Suzane procuraram, em momentos diferentes, o vizinho que guarda a chave da casa. Ele informou que só entregará a chave mediante ordem judicial.

Resumo da ópera: morte misteriosa, herança milionária e uma família marcada por tragédias. A pergunta que ecoa (e que alguém pichou no portão) continua no ar…

Eu vou entrar num outro caso agora, atenção porque surgiu uma nova personagem da disputa.

O Fuxico

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