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Soja fecha semana em baixa apesar de alta mensal

O mercado da soja encerrou a última sessão com perdas na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário de pressão externa, apesar de o desempenho mensal ainda indicar valorização. Segundo análise da TF Agroeconômica, o dia foi marcado por recuos nos principais contratos, em um ambiente influenciado por fatores macroeconômicos e pelo andamento da safra na América do Sul.

O contrato de soja com vencimento em março fechou em queda de 0,75%, a 1064,25 centavos de dólar por bushel, enquanto a posição maio recuou 0,81%, encerrando a 1077,00 centavos. O farelo de soja para março caiu 0,81%, a 293,6 dólares por tonelada curta, e o óleo de soja do mesmo vencimento registrou baixa de 0,96%, cotado a 53,5 centavos de dólar por libra-peso.

As cotações foram pressionadas pela forte desvalorização do petróleo e pelo efeito de contágio vindo do mercado de metais preciosos, como ouro e prata. A indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve contribuiu para a valorização do dólar, reduzindo o suporte cambial observado em sessões anteriores. Ao mesmo tempo, os agentes mantiveram atenção sobre a América do Sul, com avanço da colheita no Brasil e ondas intensas de calor na Argentina, que podem comprometer até 30% da área semeada no país.

O mercado norte-americano também já percebe alterações no padrão de compras da China. Embora os dados oficiais indiquem aquisições de 9,65 milhões de toneladas, o mercado considera que a meta de 12 milhões foi atingida, levando os compradores chineses a retomarem negociações com o Brasil, inclusive com reservas de embarques para o segundo trimestre. Com isso, a soja acumulou queda semanal de 0,33%, enquanto o farelo recuou 2,10% e o óleo perdeu 0,89%. No mês, a soja ainda avançou 1,6%, o farelo caiu 1,9% e o óleo subiu 10,19%.

Agrolink

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