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Fim da escala 6×1, avalia Eurasia

Para Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do grupo Eurasia, o debate sobre o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) reflete tanto o apelo popular quanto as limitações do Congresso Nacional em ano eleitoral. “É muito difícil para o Congresso não votar a favor de um projeto que tem um apelo popular tão grande”, afirma o analista, destacando o peso da opinião pública sobre a decisão legislativa. 

Garman observa que o governo colocou a redução da jornada como uma das principais bandeiras para a eleição presidencial, e que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já indicou que pretende levar o projeto à votação ainda no primeiro semestre. No entanto, ele lembra que “a aprovação não está dada” e que obstáculos podem surgir de emendas ao texto e pressões do setor privado. 

Segundo Garman, o setor privado quer compensar as perdas com a redução da jornada com uma desoneração da folha.  

“A oposição vai querer colocar essa emenda em qualquer proposta de redução da jornada de trabalho, e a equipe econômica do governo atual vai estar muito relutante de abdicar de receita para poder aprovar esse projeto, dado às grandes dificuldades fiscais que o governo e o país vivem”. 

Apesar dessas dificuldades, Garman acredita que “a tendência é aprovar”, embora a inclusão de compensações para o setor privado possa adiar a implementação do projeto para depois das eleições. 

CNN Brasil

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