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Bioinformática avança e ganha espaço no campo

A integração entre biologia e tecnologia de dados começa a ganhar espaço nas estratégias de produção rural. Segundo Jacques Dieu, country manager, a bioinformática vem se consolidando como ferramenta capaz de transformar informações biológicas em decisões práticas no campo, com impacto direto na produtividade e na sustentabilidade.

A bioinformática, na prática, utiliza algoritmos e a análise de grandes volumes de dados, como DNA, microbioma e metabólitos, para gerar recomendações aplicáveis ao sistema produtivo. No agronegócio, isso significa compreender o que acontece internamente no solo e nas plantas, permitindo intervenções antes que problemas se tornem visíveis.

O mapeamento de genes, microrganismos e padrões de resposta das culturas contribui para acelerar o desenvolvimento de variedades mais resilientes. Ao mesmo tempo, favorece a otimização do manejo e o melhor aproveitamento de nutrientes. O resultado é maior estabilidade produtiva mesmo diante de um cenário climático cada vez mais imprevisível.

Com diagnósticos mais precisos, cresce também o uso estratégico de bioinsumos, reduzindo desperdícios de fertilizantes e defensivos. A tendência é de queda no custo por hectare e na pegada ambiental, aspecto relevante para cadeias que exigem rastreabilidade e métricas alinhadas às práticas ESG.

Além disso, a aplicação da bioinformática encurta ciclos de pesquisa e desenvolvimento e aumenta a assertividade nas recomendações técnicas. Esse avanço abre espaço para modelos como agricultura regenerativa orientada por dados, monitoramento biológico do solo e serviços digitais focados em performance mensurável. A avaliação é de que dominar os dados biológicos da propriedade se tornou fator decisivo para produzir mais, com menor impacto.
 

Agrolink

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