O mercado internacional da soja encerrou a terça-feira em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento de recuperação após oscilações registradas ao longo do dia. Segundo análise da TF Agroeconômica, o avanço foi sustentado principalmente pelo desempenho dos subprodutos e por fatores ligados à oferta na América do Sul.
O contrato de soja para março fechou com valorização de 0,46%, ou 5,25 cents por bushel, a 1.139,50 dólares. A posição para maio avançou 0,48%, com ganho de 5,50 cents, encerrando a 1.155,25 dólares por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja para março subiu 0,65%, equivalente a 2 dólares por tonelada curta, cotado a 310,7 dólares. Já o óleo de soja para março teve alta de 1,08%, ou 0,64 cent por libra-peso, fechando a 60,03.
As cotações da oleaginosa reagiram após queda observada durante a manhã, acompanhando o forte desempenho do óleo de soja ao longo do pregão. O suporte ao mercado vem das restrições impostas pelos Estados Unidos a matérias-primas importadas, como o óleo de cozinha usado da China, medida que tende a redirecionar parte da demanda para o esmagamento doméstico.
Apesar do viés positivo, o ambiente segue marcado por cautela. A tarifa de 10% já em vigor e a ameaça de elevação para 15% podem alterar o fluxo comercial, com possibilidade de desvio da demanda chinesa para o Brasil. No campo, a colheita brasileira alcançou 32,3% da área, ritmo ligeiramente abaixo da média histórica. Na Argentina, a moagem de soja em janeiro foi mais fraca, compondo um quadro de oferta que ainda influencia as decisões dos agentes.
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