O mercado internacional da soja encerrou a segunda-feira com comportamento misto, em meio à realização de lucros após uma sequência de altas nas últimas semanas. Segundo análise da TF Agroeconômica, as cotações mais curtas recuaram, mesmo diante do avanço do petróleo no cenário externo.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de soja para março fechou em baixa de 0,63 por cento, ou 7,25 cents por bushel, a 1.150,00 cents. O vencimento maio caiu 0,58 por cento, ou 6,75 cents, a 1.164,00 cents. O farelo de soja para março recuou 2,28 por cento, com perda de 7,2 dólares por tonelada curta, a 308,3 dólares. Já o óleo de soja para março avançou 1,44 por cento, ou 0,88 cent por libra-peso, a 62,17 cents.
De acordo com a consultoria, a pressão sobre os contratos mais próximos ocorreu apesar da valorização do petróleo, influenciada pelo conflito no Oriente Médio. O movimento levou o óleo de soja a atingir a máxima em dois anos, com alta próxima de 1,5 por cento, acompanhando o petróleo, cotado a 1.383,15 dólares por tonelada. Em sentido oposto, o farelo caiu diante do temor de excesso de oferta, resultado de um esmagamento mais direcionado à produção de óleo.
No Brasil, de acordo com as informações da TF, mais uma consultoria reduziu a estimativa para a safra de soja em função de problemas climáticos. Trata-se da terceira revisão para baixo em uma semana. As inspeções de embarque dos Estados Unidos também deram suporte ao mercado, com volume 66,9 por cento superior ao da semana anterior e acima do teto das estimativas. China, Alemanha e México foram os principais destinos.
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