Pesquisas voltadas à eficiência da pulverização agrícola avançam com novas parcerias entre instituições e empresas do setor. A iniciativa busca ampliar a avaliação técnica de insumos utilizados nas aplicações no campo, com foco em melhorar o desempenho dos tratamentos e reduzir perdas nas lavouras.
Financiado com recursos privados e liderado pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o programa Adjuvantes da Pulverização firmou novas parcerias para estudos sobre a funcionalidade de adjuvantes agrícolas produzidos no Brasil.
Segundo o coordenador do programa, o pesquisador Hamilton Ramos, as análises são realizadas com base em normas da ISO, da Associação Brasileira de Normas Técnicas e da American Society for Testing and Materials. Os resultados orientam a concessão do Selo IAC de Funcionalidade de Adjuvantes para produtos fabricados no país.
Adjuvantes são adicionados à calda de agroquímicos antes da aplicação nas plantações e têm a função de melhorar a eficácia dos tratamentos e reduzir perdas na pulverização. Ramos ressalta que produtos de baixa qualidade podem comprometer o desempenho de defensivos agrícolas.
Ao final de 2025, o programa contabilizava mais de 100 produtos certificados, de 60 companhias atuantes no Brasil. Como os adjuvantes não exigem registro obrigatório no país, o selo concedido pelo IAC funciona como referência de confiabilidade para o mercado.
“Essa brecha regulatória implica riscos ao agricultor em relação à qualidade dos adjuvantes que adquire, daí a relevância, para os fabricantes dos insumos, quanto a contar com um selo de funcionalidade do IAC, na prática uma chancela de confiabilidade”, ele diz.
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