Corregedoria da Câmara dos Deputados confirmou, no início da noite desta segunda-feira (11), o recebimento do pedido de suspensão do mandato da deputada federal Camila Jara (PT). O documento foi apresentado diretamente pelas lideranças do PL (Partido Liberal) e do Novo, sem passar pela Presidência da Casa, o que explica a ausência do nome da parlamentar na primeira lista divulgada pela Mesa Diretora.
Jara é acusada pelo PL de agredir o Deputado Federal Nickolas Ferreira. O fato ocorreu no dia do tumulto que marcou a obstrução da Câmara em protesto realizado pela oposição. A deputada nega a agressão, porém vídeos podem complicar a situação da petista.
Em nota oficial divulgada pelo GLOBO, Camila Jara nega a agressão. Ela aponta que tem 1,60 metro de altura, pesa 49 quilos e está em tratamento contra um câncer, e afirmou que apenas reagiu ao aperto da multidão como qualquer mulher reagiria ao ser pressionada por um homem nesse tipo de ambiente. A parlamentar alegou sofrer uma “campanha de perseguição” nas redes sociais.
Jara afirmou que não se sentirá intimidada pelo “ódio dos que desrespeitam a democracia” e que continuará atuando na base do diálogo.
Nos últimos dias, deputados de oposição estavam ocupando o plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A oposição chegou a uma acordo com Motta para permitir a reabertura da sessão, que foi marcada pelo pronunciamento do presidente da Casa.

