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Dia da Saúde na COP 30 vai fortalecer sistemas de saúde resilientes às mudanças do clima

Pela primeira vez na história das COPs, esta quinta-feira (13/11) será um dia todo voltado para saúde e clima na COP 30, em Belém. O Dia da Saúde vai apresentar o Plano de Ação em Saúde de Belém, iniciativa reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais estratégias para fortalecer sistemas de saúde resilientes às mudanças do clima. Este é o primeiro plano internacional de adaptação climática dedicado exclusivamente à saúde, um marco da COP 30.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a saúde é um dos primeiros eixos que sofre os impactos da crise climática. “As mudanças climáticas já estão mexendo na nossa vida hoje. Todo mundo se assustou nesse último sábado com aquela destruição que aconteceu na cidade de Rio Bonito do Iguaçu. Um ciclone que, numa velocidade absurda, nunca tinha acontecido isso no Brasil, destruiu toda a cidade, mais de mil pessoas desalojadas. Das seis unidades de saúde, cinco totalmente destruídas. O ciclone acontecer no Brasil é um fenômeno já das mudanças climáticas”, destacou o ministro em entrevista à Voz do Brasil desta quarta (12).

“Então, quando tem essas grandes tragédias, com aquelas enchentes no Rio Grande do Sul, a seca aqui na Amazônia, isso destrói totalmente a saúde daquele município e daquela região. Pessoas morrem. Quando você destrói uma unidade de saúde, você tem mais dificuldade de acompanhar quem toma vacina, quem faz a medicação para hipertensão, para diabetes, que é o tratamento contínuo.
Gestantes perdem suas consultas de pré-natal, crianças não são vacinadas. Então, tudo isso mexe na saúde das pessoas”, acrescentou o ministro.

Com o Dia da Saúde na COP 30, o Brasil reafirma seu compromisso de colocar a saúde no centro da agenda climática global, lançando um plano que articula esforços internacionais, nacionais e regionais para ampliar a resiliência do setor. “Vai ser amanhã, a primeira vez que tem na história, e lançar ao mundo, solicitando a adesão dos países, mobilizando os países, para um plano de ação Belém de adaptação dos sistemas de saúde”, afirmou Padilha. 

O que nós estamos dizendo? Para reduzir mortes, para afetar menos a saúde das pessoas, além de toda a mobilização para reduzir os impactos das climáticas na área de energia, emissão de carbono, tudo que está sendo feito, nós precisamos adaptar os sistemas atuais de saúde para enfrentar as mudanças climáticas”, completou.

Agência Gov

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