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Justiça nega HC e mantém preso despachante pivô de fraudes no Detran-MS

O desembargador Fernando Paes de Campo, da 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), negou HC (habeas corpus) e manteve na prisão o despachante David Cloky Hoffaman Chita, réu por cometer fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito).

O caso está em sigilo. Mas, conforme publicado no Diário da Justiça desta sexta-feira (30), o magistrado negou o pedido feito pela defesa do despachante. “Ante o exposto, indefiro a liminar pleiteada”.

Depois de ficar foragido por cerca de 1 ano e meio, David foi preso em casa, na Rua 26 de Agosto, por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), no dia 18 de dezembro do ano passado.

Aliás, nesta sexta-feira também está marcada audiência para ouvir testemunhas sobre o processo que resultou na prisão do despachante. A Justiça irá ouvir pessoas arroladas em comum pelas defesas dos réus e acusação, através do MP.

Conforme investigação do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), David teria conseguido liberar documentações de pelo menos 29 veículos com restrições. Yasmin recebia propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto com o despachante David Cloky Hoffaman Chita.

Conforme relatório de investigação policial, que está em sigilo, ao qual o Jornal Midiamax teve acesso, David pagava Yasmin pelos serviços. Foi apurado que ela ganhou um iPhone 15 Pro Max — que foi entregue a ela em uma cesta dentro do Detran-MS —, joia e eletrônicos, como ar-condicionado e televisão, além de valores em dinheiro no Pix.

Yasmin também chegou a ser presa, mas foi solta ao descobrir que estava grávida. Ela foi exonerada do Detran-MS e atualmente cumpre prisão domiciliar, com monitoramento de tornozeleira eletrônica. Ela foi nomeada ‘Supergirl heroína do trânsito’ em eventos educativos do Detran-MS.

Além disso, David Chita também foi condenado ano passado a seis anos, no regime semiaberto, pelo roubo de propina de R$ 270 mil, no caso da Operação Vostok.

Com Midiamax

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