O velório do cantor Lô Borges será no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em cerimônia aberta ao público, nesta terça-feira (4). O horário ainda não foi divulgado pelos familiares. A informação foi confirmada pelo Governo de Minas.
Lô morreu por falência múltipla dos órgãos, na noite desse domingo (2). A informação foi divulgada pelos familiares nesta segunda-feira (3). O artista foi internado em um hospital particular de Belo Horizonte, em outubro após uma intoxicação por medicamentos. Ele chegou a ser submetido a uma traqueostomia.
O cantor e compositor Rodrigo Borges, sobrinho de Lô, afirmou à CBN nesta segunda-feira (3) que o tio e os artistas do Clube da Esquina, como Milton Nascimento, Toninho Horta e Beto Guedes, firmaram um “pacto musical” pelo compromisso com a originalidade e a autenticidade ao longo de toda a carreira. Segundo ele, a intenção sempre foi inspirar o público por meio da canção.
“Ele tinha um prazer imenso em criar e trabalhar. Esse foi o pacto que eles fizeram lá atrás, no Clube da Esquina. Quando o Marcinho e o Milton começaram a compor, depois de assistirem ao filme Júlio Zegretti, eles se tornaram compositores e fizeram esse pacto de sempre tentarem ser o mais originais possível. O Lô trouxe isso com os irmãos mais velhos”, contou Rodrigo.
O músico Wagner Tiso lembrou a frequência do trabalho de Lô para a produção de novas músicas.
“O Brasil perde um grande compositor, inclusive louco para compor. Ele fazia pelo menos uma música por dia. Era impressionante a vitalidade de composição dele. E tudo muito bonito sempre”, comenta.
Após a morte do cantor, amigos e autoridades fizeram homenagens pelas redes sociais. Um dos principais parceiros musicais de Lô, Milton Nascimento, escreveu que Lô Borges foi – e sempre será – uma das pessoas mais importantes da vida e obra de sua vida.
Ele lembrou que foram décadas e mais décadas de uma amizade e cumplicidade lindas, que resultaram em um dos álbuns mais reconhecidos da música no mundo: o Clube da Esquina.
Samuel Rosa, grande amigo e parceiro de Lô Borges, publico um texto emocionado com a partida do artista. Disse que Lô foi o maior parceiro que teve na carreira, e que ele esteve presente nos mais de 30 anos da banda Skank. O cantor Flávio Venturini falou que o artista sempre foi uma grande inspiração. Toninho Horta, publicou que as canções de Lô Borges são únicas na originalidade das harmonias.
A cantora e Ministra da Cultura, Margareth Menezes chamou Lô de de um dos maiores gênios da música brasileira e disse que ele transformou a música popular em poesia, liberdade e sentimento.
Durante a carreira, o cantor lançou 16 álbuns, entre eles, o icônico Clube da Esquina, de 1972, assinado pelo artista e por Milton Nascimento. Esse disco que já chegou a ser eleito o nono melhor álbum de todos os tempos em 2024.
Lô Borges deixa esposa e um filho. O Governo de Minas decretou luto oficial de três dias.
Fonte CBN
Foto: Divulgação/João Diniz

