Pressão dos frigoríficos, incerteza com a China e escalas curtas criam um ambiente de disputa acirrada no mercado do boi gordo; veja o que pode influenciar os preços nesta semana.
O mercado do boi gordo começa a semana em clima de tensão máxima, com frigoríficos tentando impor preços mais baixos enquanto pecuaristas resistem em meio a um ambiente de incertezas.
A disputa ganha força justamente num momento em que a oferta está enxuta, as escalas seguem encurtadas e a decisão mais aguardada do ano — o anúncio da investigação chinesa sobre salvaguardas — se aproxima. O cenário é de cautela, disputa e risco elevado de volatilidade nas cotações. Mercado físico do boi gordo trava e frigoríficos intensificam pressão.
Segundo levantamento, os frigoríficos encerraram a última semana tentando comprar boiadas a valores mais baixos, mesmo com escalas curtas e pouca oferta de animais terminados. Em praças como São Paulo, Goiás e Mato Grosso, parte das indústrias chegou a ficar fora das compras para forçar os preços para baixo.
Apesar desse movimento dos compradores, o atacado segue firme, impulsionado por maior consumo doméstico, injeção do 13º salário, empregos temporários e a demanda típica das festas de fim de ano — elementos que sustentam o mercado no curtíssimo prazo.
- São Paulo: R$ 326,67/@
- Goiás: R$ 319,82/@
- Minas Gerais: R$ 315,29/@
- Mato Grosso do Sul: R$ 319,20/@
- Mato Grosso: R$ 308,91/@
No atacado: traseiro a R$ 26,00/kg; dianteiro a R$ 19,50/kg; ponta de agulha a R$ 19,00/kg.
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