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Preços do milho recuam com clima e dados globais

O mercado internacional de milho registrou pressão negativa nos preços diante de mudanças climáticas na América do Sul, dados de exportação nos Estados Unidos e atualizações sobre o andamento da safra no Brasil e na Europa. Segundo análise da TF Agroeconômica, o conjunto dessas informações ajudou a reforçar o movimento de baixa observado recentemente.

Na Argentina, as chuvas em áreas agrícolas aliviaram a preocupação com a seca registrada em janeiro e tendem a melhorar as condições das lavouras. Esse cenário contribuiu para a pressão sobre as cotações. Também pesa a expectativa em torno do Fórum Anual do USDA, realizado entre quinta e sexta-feira, que pode não confirmar a redução na área plantada de milho nos Estados Unidos para a safra 2026/2027, hipótese que vinha sendo considerada por parte do mercado semanas atrás.

Nos Estados Unidos, o relatório semanal de inspeções de embarques apontou exportações de 1.492.383 toneladas. O volume ficou abaixo das 1.610.092 toneladas da semana anterior, mas superou a faixa estimada por analistas privados, que variava de 860 mil a 1,3 milhão de toneladas.

No Brasil, a Conab informou que o plantio da safrinha alcançou 32,3% da área prevista, avanço em relação aos 21,6% da semana anterior. O índice, porém, permanece abaixo dos 35,7% registrados no mesmo período de 2025 e da média de 38,6% dos últimos cinco anos. Já a colheita do milho de verão chegou a 14,9% da área apta, acima dos 11,4% da semana anterior, mas inferior aos 17,3% de igual período de 2025 e à média histórica de 18,2%.

Na Europa, a União Europeia importou 10,88 milhões de toneladas de milho entre 1º de julho e 15 de fevereiro, volume 18% menor que o registrado no mesmo intervalo da semana anterior. Ucrânia, Estados Unidos e Brasil lideram o fornecimento ao bloco.

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