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Produtor encontra saída para crédito caro: Entenda

A manutenção da taxa básica de juros em níveis elevados deve seguir pressionando o financiamento da produção rural ao longo de 2026. Com a Selic próxima de 15%, o custo do crédito rural pode ultrapassar 20% ao ano, encarecendo operações de custeio e investimento e reduzindo a margem do produtor.

O cenário de crédito mais caro e restrito afeta toda a cadeia do agronegócio, mas atinge diretamente o agricultor, que enfrenta aumento nos custos de produção, maior exigência de garantias por parte dos bancos e dificuldade de acesso ao financiamento. Avaliação do Grupo Conceito aponta que o impacto aparece principalmente na redução das margens, no encarecimento dos insumos e na limitação do crédito.

Diante desse ambiente, o barter tem ganhado espaço como alternativa para reduzir a exposição financeira. Na modalidade, o produtor adquire insumos em troca de parte da produção futura, definindo a relação de troca no momento da compra e garantindo maior previsibilidade dos custos.

Segundo análise da empresa, operações estruturadas com antecedência permitiram, na safra atual, ganhos adicionais de até R$ 15 por saca em comparação a produtores que permaneceram expostos às oscilações do mercado. A estratégia se torna ainda mais relevante em um momento de queda no preço da soja, que após atingir quase R$ 190 por saca em 2021 e 2022 hoje gira em torno de R$ 110.

“O produtor planta em outubro e só colhe em fevereiro ou março, convivendo por cerca de 180 dias com a variação do preço da commodity, do câmbio e do mercado externo. Quando ele utiliza o barter, consegue transformar o grão na sua moeda e proteger o custo de produção”, explica Luiz Sarzedas, supervisor de Crédito e Cobrança do Grupo Conceito.

Agrolink
 

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