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Queda brusca da soja acende sinal vermelho

O mercado global de soja registrou forte queda nas cotações, refletindo incertezas no cenário internacional e pressões simultâneas sobre oferta e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos na Bolsa de Chicago recuaram de forma expressiva, com o vencimento de maio fechando em baixa de 5,71%, a US$ 11,55 por bushel.

O movimento foi impulsionado por preocupações com uma possível escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China, após declarações que colocaram em dúvida avanços nas relações entre os dois países. A frustração do mercado se intensifica diante do volume atual de compras chinesas de soja americana, ainda distante do esperado. O cenário reforça a sensibilidade dos preços às tensões geopolíticas, em um ambiente já marcado por volatilidade.

Apesar do registro de esmagamento recorde nos Estados Unidos em fevereiro, o aumento dos estoques de óleo de soja, no maior nível para o mês em 13 anos, limitou qualquer reação positiva nas cotações. No Brasil, o avanço da colheita, que já atinge 61%, combinado a mudanças nas regras de inspeção para exportações à China, amplia a pressão de oferta no mercado internacional.

No mercado interno, a situação logística agrava o quadro. No Rio Grande do Sul, a escassez de diesel, com preços chegando a R$ 9,00 por litro, paralisa parcialmente a colheita de soja e arroz. Em Santa Catarina e no Paraná, o impacto do combustível caro se soma à alta de custos na produção de proteína animal e ao frete elevado. Já no Mato Grosso do Sul, a disparada do diesel compromete o ritmo das operações no campo, enquanto no Mato Grosso a safra recorde evidencia limitações estruturais de armazenagem e transporte.

Agrolink

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